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sábado, 16 de dezembro de 2006,23:35
Esse e o nosso Brasil.
Os presidentes da Câmara e do Senado decidiram assinar um ato conjunto aumentando o salário dos parlamentares de R$ 12.847 para R$ 24,5 mil, equiparando o valor ao teto do Judiciário. Com isso, os salários dos deputados e senadores terão um reajuste de quase 100%, que entrará em vigor em 1º de fevereiro de 2007, quando inicia-se a nova legislatura.
Os presidentes das duas Casas, Aldo Rebelo (PCdoB) e Renan Calheiros (PMDB), afirmaram que o gasto com o aumento provocará um corte de gastos, para que não haja impacto no orçamento. Câmara e Senado têm um orçamento de R$ 3,2 bilhões para 2007. Na Câmara, a estimativa é que esse aumento cause impacto de R$ 157 milhões. Já no Senado, Renan não soube informar.
Aldo e Renan evitaram responder se consideravam justo esse aumento. "A decisão foi de uma reunião conjunta da Mesa da Câmara e do Senado, com a presença dos líderes", repetia Aldo. "Equiparar a remuneração dos parlamentares ao teto do Supremo (Supremo Tribunal Federal) resolve definitivamente o problema", afirmou Renan. Ele lembrou que os líderes do PSOL na Câmara e no Senado se manifestaram contra o aumento.
O ato da Mesa equipara definitivamente os salários dos parlamentares aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Isso significa que quando houver aumento do teto, os salários dos parlamentares serão reajustados. O aumento salarial da Câmara e do Senado provoca efeito cascata no Poder Legislativo dos Estados e Municípios, porque os são atrelados.
A proposta inicial rejeitada era de somente corrigir os salários de acordo com a inflação nos últimos quatro anos, de aproximadamente 28,4%, o que resultaria em um valor próximo a R$ 16.500.
Os parlamentares elevaram seus salários pela última vez em 2003, quando os vencimentos passaram de R$ 8 mil para R$ 12.847,20, igual ao salário dos ministros do STF na época.


Veja quem votou a favor do reajuste para congressistas


O resultado da reunião que aumentou o salário dos deputados e dos senadores para R$ 24.500, equiparando-o ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), registrou apenas três votos contrários a esse teto e 26 votos a favor do reajuste máximo, de mais de 90%.
Apenas o PSOL e parte do PT criticaram este aumento. Além dos presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que apresentaram a proposta, 19 deputados e cinco senadores - incluindo a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), que disse que ficava com a maioria - votaram a favor de elevar os salários até o teto. Dois deputados e uma senadora votaram contra.
O líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ), defendeu um índice que fosse a média dos reajustes concedidos aos servidores públicos, o que daria 17% de aumento. O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), defendeu a reposição da inflação dos últimos quatro anos, 28,4%.

Quem votou a favor

SENADORES

- Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado;
- Ney Suassuna (PB), líder do PMDB;
- Ideli Salvatti (SC), líder do PT
- Demóstenes Torres (PFL-GO);
- Tião Viana (PT-AC);
- Efraim Moraes (PFL-PB).

DEPUTADOS

- Aldo Rebelo (PCdoB-SP), presidente da Câmara;
- Wilson Santiago (PB), líder do PMDB;
- Rodrigo Maia (RJ), líder do PFL;
- Miro Teixeira (RJ), líder do PDT;
- José Múcio Monteiro (PE), líder do PTB;
- Inácio Arruda, líder do PCdoB;
- Arlindo Chinaglia, líder do governo;
- José Carlos Aleluia (BA), líder da minoria (oposição);
- Luciano Castro (RR), líder do PL;
- Bismarck Maia (CE), vice-líder do PSDB.
- Ciro Nogueira (PP-PI);
- Inocêncio Oliveira (PL-PE);
- Givaldo Carimbão (PSB-AL);
- Mário Heringer (PDT-MG);
- Jorge Alberto (PMDB-SE);
- Sandro Mabel (PL-GO);
- Coubert Martins (PPS-BA);
- Carlos Willian (PTC-MG);
- Sandra Rosado (PSB-RN);
- Benedito de Lira (PP-AL).

Quem votou contra

- senadora Heloísa Helena (AL), líder do PSOL;
- deputado Chico Alencar (RJ), líder do PSOL;
- deputado Henrique Fontana (RS).


Enquanto issu o salario minino ......


Fonte : Estadao

 
Postado Por Bart ¤ Comentar ¤


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